O juros do rotativo do cartão de crédito continua sendo uma das formas mais caras de crédito disponíveis no Brasil, mesmo depois da criação de um teto legal para limitar o crescimento dessas dívidas. Entender como esse limite funciona ajuda a dimensionar o real impacto de cair no rotativo — e por que sair dele o quanto antes continua sendo a melhor estratégia.

O Que É o Rotativo do Cartão de Crédito

O rotativo é ativado automaticamente sempre que o consumidor paga apenas parte da fatura do cartão até a data de vencimento — seja o valor mínimo ou qualquer quantia menor que o total devido. A partir daí, o saldo remanescente passa a ser cobrado com juros, que estão historicamente entre os mais altos do mercado de crédito brasileiro.

Como Funciona o Teto de 100%

Desde 2024, uma lei limita o total de juros e encargos do crédito rotativo a 100% do valor original da dívida. Na prática, isso significa que uma dívida de R$ 500 no rotativo não pode ultrapassar R$ 1.000 no total, somando o valor original mais todos os juros e encargos acumulados — independentemente de quanto tempo o consumidor levar para quitar.

Antes dessa regra, era possível que a dívida crescesse indefinidamente, ultrapassando várias vezes o valor original conforme o tempo passava sem pagamento. O teto trouxe um limite claro, mas isso não torna o rotativo uma opção barata — apenas evita que a dívida cresça ao infinito.

O Limite de 30 Dias no Rotativo

Outra regra importante: o consumidor só pode permanecer no crédito rotativo por até 30 dias consecutivos. Depois desse período, o banco é obrigado a oferecer ao cliente outras modalidades de crédito com juros menores — como um parcelamento do saldo devedor — para que a dívida não continue se acumulando na modalidade mais cara.

Por Que Mesmo Com o Teto o Rotativo Ainda é Caro

Mesmo limitado a dobrar o valor original, os juros mensais do rotativo continuam entre os mais altos do mercado — muito acima de outras linhas de crédito, como empréstimo pessoal ou consignado. Ou seja, o teto protege contra um crescimento descontrolado da dívida, mas não torna o rotativo uma opção vantajosa: ele deve ser evitado como estratégia recorrente de pagamento.

Como Sair do Rotativo

  • Priorize pagar a fatura integral no próximo vencimento, mesmo que isso exija reduzir outros gastos naquele mês;
  • Aceite a oferta de parcelamento com juros menores quando o banco disponibilizar, em vez de permanecer no rotativo além dos 30 dias;
  • Considere linhas de crédito mais baratas, como empréstimo consignado, para quitar o saldo do rotativo e trocar por uma dívida com juros significativamente menores;
  • Negocie diretamente com o banco se o valor já estiver difícil de pagar — muitas instituições oferecem condições especiais para quem busca sair do rotativo antes que a dívida cresça ainda mais.

Se você já está enfrentando dificuldade para sair dessa dívida, nosso guia sobre como negociar dívidas com bancos sem aceitar a primeira proposta traz estratégias práticas para conseguir condições melhores.

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente educacional. Taxas de juros do rotativo variam entre instituições, respeitando sempre o teto legal — evite usar essa modalidade como parte recorrente do seu planejamento financeiro.

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Escrito por Equipe Ponte Financeira

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