O crescimento das dívidas sem garantia, especialmente no cartão de crédito, tem sido apontado pelo Banco Central como um dos principais riscos ao endividamento das famílias brasileiras. Durante a Expert XP 2026, o próprio presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou o crescente problema de crédito no país nesse tipo de operação.

O Que São Dívidas Sem Garantia

Crédito sem garantia é aquele em que o banco não tem um bem específico para reaver em caso de não pagamento — diferente de um financiamento de imóvel, por exemplo, em que o próprio imóvel serve de garantia. Cartão de crédito rotativo, cheque especial e empréstimo pessoal sem consignação são os principais exemplos desse tipo de crédito.

Por Que Esse Tipo de Dívida Preocupa Tanto

Como o banco assume mais risco ao não ter garantia sobre o valor emprestado, os juros cobrados nessas modalidades são significativamente mais altos do que em linhas com garantia — o rotativo do cartão de crédito, por exemplo, é historicamente uma das formas de crédito mais caras disponíveis no país. Quando o consumidor entra nesse tipo de dívida e não consegue quitar rapidamente, o saldo devedor cresce em ritmo acelerado, tornando a saída cada vez mais difícil.

Como Isso Afeta o Sistema Financeiro Como Um Todo

Além do impacto individual, o crescimento generalizado desse tipo de inadimplência preocupa o Banco Central por afetar a estabilidade do sistema financeiro: bancos com carteiras de crédito sem garantia mais arriscadas podem repassar esse custo para todos os clientes, através de juros mais altos e critérios de aprovação mais rígidos, mesmo para quem tem bom histórico de pagamento.

Como se Proteger Desse Tipo de Dívida

  • Evite usar o rotativo do cartão como solução recorrente — ele deve ser encarado como último recurso, não como parte do planejamento mensal;
  • Priorize pagar a fatura integral sempre que possível, mesmo que isso signifique reduzir outros gastos naquele mês;
  • Se já está no rotativo, busque uma linha com garantia para substituir a dívida — como um empréstimo consignado, que costuma ter juros bem mais baixos;
  • Negocie antes que a dívida cresça ainda mais — quanto mais tempo no rotativo, maior o saldo devedor.

Se você já está preso ao rotativo ou ao cheque especial, vale conferir nosso guia sobre como negociar dívidas com bancos sem aceitar a primeira proposta para entender as opções de saída dessas linhas mais caras de crédito.

Aviso importante: este conteúdo tem caráter exclusivamente educacional. Taxas de juros de crédito sem garantia variam entre instituições — evite recorrer a essas linhas como solução recorrente para o orçamento mensal.

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Escrito por Equipe Ponte Financeira

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